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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Primeiro Festival de Balé

Muita, muita emoção eu senti ontem a noite e que me fez debulhar lágrimas e lágrimas por quase 4 minutos!

A Maria Clara entrou no balé em abril, quando nos mudamos aqui para Paracatu e foi algo que ela me pediu e procurei, já que ela poderia se entreter, se envolver socialmente na nova cidade, na nova vida, na nova rotina.

Quando matriculei, o Rodrigo até pensou que fosse algo que eu queria, já que tem muito do senso comum de mães colocarem filhas no balé para se realizarem através da criança. Vejam, balé nunca foi meu sonho, acho lindo ver apresentações, é elegante, but, nunca foi para mim. Rs!

Ela se envolveu, aprendeu o beabá para a idade e em agosto iniciaram os ensaios para o Festival do Fim do Ano.

Quando os ensaios começaram a apertar, no fim de outubro, ela saía da aula se queixando que não estava conseguindo, que era muito difícil e deixou de fazer algumas aulas, em outro o Rodrigo a pegou um dia e ela entrou no carro chorando, e chegou até a me fazer dar meia volta no carro pra não ir e eu voltei.

Simplesmente respeitei os sentimentos dela, suas dificuldades e o seu querer, pois ela ainda só tem quase 4 anos e essa ainda não é uma responsabilidade para ela.

E foi um dilema, porque realmente pensei em tirá-la, houve conversas com professora, secretária, a proprietária da escola para procurar entender as dificuldades que a Cacaia sentia e como fazer para ajudá-la, sem pressioná-la.

Com a proximidade do aniversário na escola e em Belo Horizonte, onde ela encontraria a família e as avós que tanto ama, ela foi relaxando e tal foi minha surpresa que no último ensaio, no dia que fomos para BH comemorar o aniversário com a família ela me encontrou toda feliz dizendo que fez tudo direitinho, que adorou, foi lindo e perguntou que dia seria o Festival!

E eu dei a maior força, expliquei que iríamos a BH para o aniversário, voltaríamos e já seria o Festival.

E assim foi, fomos, voltamos e ontem foi o dia do Festival.

Pela manhã houve o ensaio geral, de duas horas, e ela retornaria as 19 para vestir, pentear e maquiar.

Levei para o ensaio e ela voltou com a mesma felicidade do anterior. Passou o dia bem, conosco e as avós que vieram para prestigiá-la, e rumamos para os preparativos.

Foi um pouco desorganizado e confuso os preparativos, mas ela estava tranquila. Fizeram o penteado nela, eu maquiei (tinha uma fila absurda para passar uma maquiagem leve que eu mesma poderia fazer), vesti, tiramos algumas fotos com o fotógrafo e eu fiz algumas, que seguem abaixo.














Ela se apresentaria no início, junto com as 3 turmas de baby class.

Quando começou meu coração disparou e quando a vi entrando, fazendo cada movimento, que grande surpresa, que orgulho eu senti de ver que ela se superou sem que ninguém a pressionasse, sem que fosse obrigada a fazer aquilo, que fosse algo que trouxesse a ela prazer e só me restou chorar de ver como ela estava bem! Vejam só o vídeo:


No término, fui buscá-la na coxia, vimos o restante do espetáculo e ela retornou para o encerramento, mas o melhor foi a carinha de felicidade, do orgulho dela de estar vestida, de ter dançado, ter feito tudo tão do jeitinho dela!!

Ao chegar em casa, o difícil foi baixar a adrenalina e tirar a fantasia, dormir e etc, pois hoje cedo ela seguiu com minha mãe e avó para BH e nos encontraremos somente no domingo, em Porto Seguro (e já chorei de saudades dela).

Essa semana ainda posto sobre o aniversário em Belo Horizonte!

Grande beijo e excelente semana!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

4 anos - Moranguinho bailarina, na escola




Esta tarde comemoramos os quase 4 anos da Cacaia na escola.

Preparei várias coisas com certa antecedência e como nos últimos dias tive compromissos profissionais, algumas idéias iniciais ficaram para trás e outras executei de ontem para hoje. É bom que já sei o que fazer e o que não fazer semana que vem em Belo Horizonte, para a família.

O tema escolhido este ano foi Moranguinho bailarina. Não encontrei nada impresso com o tema e, igualmente, na única casa de festa daqui, os enfeites são de isopor e não agradei. Ia rasgar dinheiro com coisa feia.

Então, parti para a execução, não é mesmo?

No cardápio para as 32 crianças (ufa!), já que eles comemoram com as duas turmas do mesmo ano juntas, preparei a tradicional marmitinha com mini-cheeseburguer e batata smile. O carne eu preparei com antecedência e congelei, bem como as batatas smiles. Não fiz o pão este ano, já que passando numa padaria daqui, vi um pão tão bonito que resolvi encomendar e foi um grande acerto!

Montei uma mesa com outros quitutes como coxinha (nós que fizemos no domingo!), nuggets em forma de coração, lua e estrela, pão de queijo que esqueci de servir, mas não fez falta, geladinho, refrigerante, suco, sanduiche frio de presunto com requeijão.

Na mesa decorada montei cupcakes de chocolate recheados com doce de leite, decorados em dois modelos, mini-cupcakes do mesmo sabor e também na versão formigueiro, brigadeiro e beijinho enrolados, brigadeiro de chocolate e de morango no copinho, gelatina com camada no copinho, doces modelados de leite ninho (PAP NO blog "Feito a Mão") em forma de morango e sapatilha, balinhas e etc e tal.

Encomendei com a Telma Maciel, amiga blogueira e real de alguns anos, que fez um trabalho maravilhoso, a arte da papelaria, e nesta festa utilizei os topos de cupcakes, marmitinha, tags de agradecimento e o jogo americano. Em casa teremos muito mais.

A lembrancinha comprei em Belo Horizonte as caixinhas da Moranguinho, que enchi com balinhas e chocolatinhos e coloquei a tag de agradecimento personalizada.

Foi bastante cansativo, como sempre é, mas muito gratificante, já que é sempre um barato (e as vezes estressante) cada aniversário, vê-la crescer e já escolher temas, decoração, o que quer na festa.

O melhor exemplo disso foi que esta manhã ela acordou e já falou que era o aniversário e exigiu um bolo em forma de morango (porque viu os morangos da decoração dos cupcakes)e vi uma PAP na internet que são fotos de uma revista espanhola com a casinha da Moranguinho uns tempos atrás e me inspirei.

Minha casinha saiu com meio andar, porque minha fôrma de coração é das pequenas e eu resolvi agradá-la com o desafio de decorá-lo em 30 minutos. Se a casinha fosse 2D, e não 3D, talvez o resultado seria melhor, pelo tempo que tive de execução.

Outra curiosidade a parte da pequena foi que ela viu a Moranguinho boneca numa das caixas para levar para escola e disse que era pra eu levar a outra Moranguinho. Foi uma discussão entre nós duas porque eu teimei que não tinha outra. E quando fui ver tinha, e era a bailarina! rsrsrsrs

E aí que as fotos falam por si, não é mesmo?



























Na decoração fiz esses enfeites com lata de leite, balão de coração que viraram morangos (acho que vi isso no blog da Claudinha do “Blog Feito à Mão) e tentei ser prática com materiais práticos como crepon, tnt, já que eu fiz tudo e sem ajuda, pois a família está toda fora.

O ponto negativo foi que choveu a tarde e a festa que seria no parquinho foi para uma sala gigantesca, que mesmo gigantesca é pequena demais, pois criança precisa gastar energia! E eu só contratei uma pessoa para fazer pintura infantil.

Então, que foi um dia realmente muito bacana, o resultado foi satisfatório, especialmente para a Cacaia, quase no auge dos seus quase 4 anos! Rsrsrs

Beijos e bom resto de semana!

sábado, 1 de outubro de 2011

A extrema felicidade e a extrema tristeza


O lugar é o mesmo, de novo. É familiar, a mesma parede, o mesmo movimento, as mesmas pessoas.

Já estive lá pouco mais de 3 anos, 9 meses e 6 dias, para encontrar o maior e melhor presente que a vida podia me proporcionar: a minha filha.

Foi um caminho longo, mas breve, até chegar na extrema felicidade de tê-la em meus braços: trabalho de parto tranquilo, dilatação ideal.

Foi rápido até o momento em que a vi e constatei que não se tratava de um bebê carequinha, afinal, mãe e pai carecas, só podia ter um bebê careca. Mais vi o bebê mais lindo do mundo, do rosto mais redondo e vermelho, e mais angelical, e mais cabeludo.

Não imaginei que ao sair daquele lugar com ela em meus braços, que os anos passariam, de forma serena e tranquila, com alguns tropeços da vida, mas muitos ganhos, dentre os quais ela ganhou também o segundo pai. E eu ganhei o marido.

O Marido que ontem esteve comigo naquele lugar tão familiar, buscando força sabe-se lá de onde para se sustentar, para me sustentar. Para não me deixar abater com a extrema tristeza que vivíamos ali em meio de pessoas que estavam aguardando viver a extrema felicidade que eu vivi há quase 4 anos.

Eu saí desse lugar familiar ontem, que um dia me acolheu, porque encontrei uma profissional que não soube me acolher e ouvindo os instintos que retumbavam em meu coração, procurei acolhida em lugar similar, mas com pessoas que entendiam o sofrimento que eu estava vivendo.

Sabiamente Rodrigo diz que problema e sofrimento devemos eliminar. E foi o que resolvemos ontem ao sair da USG de 12 semanas de nossa gestação e constatar que o coração de nosso bebê já com nomes, já amado, já esperado, parou de bater com 8 semanas e 4 dias.

Nos restou a dor, o vazio, a frustração, as expectativas interrompidas e o problema persistindo que poderia prolongar ou não o nosso sofrimento.
Procurei o mesmo lugar e não deu. Procurei o lugar semelhante e deu.

Nesta madrugada fui submetida ao procedimento de curetagem necessário nesse caso para que déssemos prosseguimento a nossas vidas, afinal é essencial continuar a caminhada.

Esta manhã eu não sai com um bebê no colo, cheia de extrema felicidade. Sai com uma imensa tristeza de não ter chegado lá.

Está doendo, está machucando, luto para não ficar me questionando, e até mesmo me culpando.

Apego-me na lembrança da extrema felicidade que senti e sinto quando sai daquele lugar com uma menina linda no colo, que hoje quando cheguei em casa me acolheu, também.

E com a certeza de que mesmo que o meu caminho seja passar por esses percalços, que eu continue e persista no que tanto planejamos, sonhamos e queremos.

Tenho Cacaia, tenho Rodrigo, e apesar da extrema tristeza, busco essa extrema felicidade que nós lutamos dia a dia para vivenciar, para alcançar.

E assim deixo o meu relato da minha gestação interrompida.

Bom final de semana.